sábado, 28 de setembro de 2013

milk is an old dopping

este documentário faz lembrar o filme "Thank you for smoking" mas de uma forma mais velada ainda.
talvez daqui a alguns anos se crie um thank you for drinking milk, enunciando jocosamente a forma como somos enganados em relação à necessidade de beber leite, e aquilo que este contém, e de onde vem, e por onde se espalha.
food for thought.



domingo, 22 de setembro de 2013

terça-feira, 17 de setembro de 2013

out of context


A relationship is about pushing through, not looking out for a way.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

momento fútil, perdão, artístico



e a graça que este soutien tem? e fazerem versões biquini? eu quero um em rosa pastel por favor =)


imagem retirada do videoclip de Applause. de lady Gaga.

sábado, 31 de agosto de 2013

terça-feira, 30 de julho de 2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

summer is coming

keep safe. have fun. be responsible. enjoy.








sexta-feira, 26 de julho de 2013

out of context #18

"Quando dois seres vivem no mesmo apartamento, se vêem todos os dias e, além disso, se amam, as suas conversas quotidianas harmonizam as suas duas memórias: por consentimento tácito e inconsciente, deixam no esquecimento vastas zonas da sua vida (...)"

In "A Ignorância", de Milan Kundera


feminismo contemporâneo

"A entrada é feita pela porta da frente
Querem ler sobre coisas fofinhas? Então não contem comigo.
Qual é a cena com a obsessão milenar dos homens com sexo anal? E em que momento da História nos convencemos que curtíamos bué ser penetradas por trás? Eu sei que o tema é polémico e que vai chocar muitas mentes livres deste século XXI. Mas olhem, azarito. Já sabem qual é o assunto, podem sempre voltar atrás e não ler o resto.

E por falar em atrás, há uma proposta que resulta (quase) sempre: quando um gajo me propõe uma sessão anal, eu digo "ya, bacano! Quero imenso!". E, ato contínuo, proponho-lhe o mesmo. Socorrendo-me de um objeto fálico não cortante, sugiro-lhe que, antes do ó-tão-prazeiroso ato, ele experimente o quão agradável é ser penetrado por um cilindro num orifício concebido para expelir sólidos e gasosos. "Ai não queres? Então porque é que eu hei-de querer?" Resulta quase sempre. Quase.

Mas voltando à vaca fria. Eu culpo as revistas femininas. Tão paladinas da modernidade e tão conservadoras. "Como ter uma carreira de sucesso"... para agradar ao teu homem. "Como perder 25 kg em 3 dias"...para arranjares um homem. "Como ser independente e feliz"...para conquistares um homem. O mesmo se aplica ao cu. Temos que dar o cu. Primeiro para sermos modernas. Segundo, e a razão mais importante, para sacarmos um gajo. Porque, uma vez a relação consolidada (dar o cu, só quando já agarraram o gajo. Antes, nunca!), se não tivermos "experiências sexuais tórridas" (= dar o cu) o mais certo é que o nosso homem se vá tornar o homem de outra qualquer.

Vivemos na era do medo. Medo de ficar sozinhos. Medo de perder o emprego. Os amigos. De ter filhos. De não ter filhos. De engordar. De emagrecer. De morrer. De desagradar. E para agradar (eh pá, não me venham com essa conversa que adoram fazê-lo, que é super íntimo e intenso... Blá blá) fomos fazendo concessões. As erradas, claro. Há que estabelecer prioridades, minhas senhoras. A minha é: "a entrada é feita pela porta da frente".

PS: sabem aquela história do "não gostas? é porque ainda não experimentaste comigo"? É treta."


from http://afarmaciadeservico.clix.pt/

está tão bem escrito que não acrescento mais. gosto especialmente da lucidez crítica relativamente às revistas femininas, que têm temas velhos com títulos novos.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

out of context #17

"A vida do homem dura em média oitenta anos. É contando com esta duração que cada um imagina e organiza a sua vida. (...) raramente nos damos conta de que o número de anos que nos é atribuído não é um simples dado quantitativo (...) mas faz parte da própria definição do homem."

In "A Ignorância", de Milan Kundera



out of context #16

"Mais velha, verá nestas semelhanças uma lamentável uniformidade dos indivíduos (...) e uma monotonia fatigante dos acontecimentos (...); mas na sua adolescência, acolhe estas coincidências como um milagre, ávida de decifrar os seus sentidos."

In "A Ignorância", de Milan Kundera

out of context #15

"Segundo o que quer fazer crer aos outros e a si próprio, deixou o seu país porque não suporta vê-lo subjugado e humilhado. O que diz é verdade, mas não impede que a maior parte dos checos se sentissem como ele, subjugados e humilhados, e apesar disso não tenham partido para o estrangeiro. Ficaram no seu país porque se amavam a si próprios e porque se amavam com a sua vida, que era inseparável do lugar onde se desenrolara. Como a sua memória era malévola e não oferecia a Josef nada do que poderia tornar-lhe querida a sua vida no seu país, atravessou a fronteira com um passo lesto e sem arrependimento."

In "A Ignorância", de Milan Kundera